Paróquia São Miguel e Almas

História

Comunidade São Cristovão:
Uma bênção às margens da rodovia!

    Conta a história que São Cristovão , antes do batismo, chamava-se Réprobo. Converteu-se, batizou-se e decidiu devotar a vida ao transporte dos viajantes que necessitassem atravessar um rio caudaloso. Certo dia, um menino pediu a Cristovão que o levasse até a outra margem. Colocou a criança nos ombros, entrou na água e começou a sentir que o peso aumentava a cada passo. Ao chegar à margem oposta, curvado pela carga, quase morrendo afogado por seu enorme peso, ouviu do menino: “Não te surpreendas com o que aconteceu, pois comigo carregaste todos os pecados do mundo.” Só então reconheceu o pequeno viajante: era o próprio Jesus, que o mandou cravar na terra o cajado no qual se apoiava. Como Cristovão transportando o próprio Cristo, uma Comunidade surge às margens da BR 040 para dar sustentação na fé e propagação do Reino de Deus. Esta Comunidade de fé é a de São Cristovão, que em 1998, já realiza seus encontros para rezar o terço e partilhar a Palavra. A Comunidade neste ano tem sua primeira missa celebrada na Escola Municipal Antônio Fagundes Neto pelo Frei Pedro. Começa aí a formação desta que é para aquela comunidade uma base forte e sólida como os ombros de Cristovão. Neste primeiro momento é escolhido coordenador o Sr. Hélio Vicente Teixeira. A construção da Capela iniciou-se com um salão base que por vários anos serviu às celebrações. Nesta etapa a Comunidade recebeu a visita do Bispo D. Eurico que abençoou a construção. Assim como em todas as Comunidades a participação dos fieis foi e é fundamental, pois através de doações conseguiram chegar ao segundo pavimento (2013). O objetivo agora é iniciar a construção da terceira parte, ou seja, a Capela propriamente dita. Esta Capela às margens da rodovia e tendo como padroeiro São Cristovão é emblemática, pois motoristas e viajantes que esperam pela intercessão do Santo, poderão ali parar e fazer suas orações. A Comunidade de São Cristovão tem hoje como coordenadora a Sra. Eliane Ferreira de Paiva e a cada dia constrói a Igreja no coração de cada um através das diversas pastorais. O dia de São Cristovão é celebrado no dia 25 de julho e a Comunidade este ano comemora 16 anos. “Ó São Cristóvão, que atravessastes a correnteza furiosa de um rio, com toda a firmeza e segurança, porque carregáveis nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu coração, porque então eu terei sempre segurança na direção do meu carro e enfrentarei corajosamente todas as correntezas ou adversidades que eu tiver de enfrentar, venham elas dos homens ou dos espíritos do mal. Amém”.

    Ana Maria Marques - Dias Divisão de Arquivo Público e Patrimônio Cultural

    História de São Cristóvão:

    A devoção a São Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente.

      São centenas de igrejas dedicadas a ele em todos os países do mundo. Também não faltam irmandades, patronatos, conventos e instituições que tomaram o seu nome, para homenageá-lo.
      Ele consta da relação dos "quatorze santos auxiliadores" invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflições e dificuldades. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. Entretanto são poucos os dados precisos sobre sua vida. Só se tem conhecimento comprovado de que Cristóvão era um homem alto e musculoso, extremamente forte. Alguns escritos antigos o descrevem como portador de "uma força hercúlea". Pregou na Lícia e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250. Depois disso, as informações fazem parte da tradição oral cristã, propagada pela fé dos devotos ao longo dos tempos, e que a Igreja respeita. Ela nos conta que seu nome era Réprobo e que nasceu na Palestina. Como um verdadeiro gigante Golias, não havia quem lhe fizesse frente em termos de força física. Assim, só podia ter a profissão que tinha: guerreiro. Aliás, era um guerreiro indomável e invencível. A sua simples presença era garantia de vitória para o exército do qual participasse. Conta-se que, estando cansado de servir aos caprichos de um e outro rei, apenas porque fora contratado para lutar em seu favor, foi procurar o maior e mais poderoso de todos, para servir somente a este. Então, ele se decidiu colocar a serviço de satanás, pois não havia quem não se curvasse de medo ao ouvir seu nome. Mas também se decepcionou. Notou que toda vez que seu chefe tinha de passar diante da cruz, mudava de caminho, evitando o encontro com o símbolo de Jesus. Abandonou o anjo do mal e passou, então, a procurar o Senhor. Um eremita o orientou a praticar a caridade para servir ao Todo Poderoso como desejava, então ele abandonou as armas imediatamente. Integrou-se a uma instituição de caridade e passou a ajudar os viajantes. De dia ou de noite, ficava às margens de um rio onde não havia pontes e onde várias pessoas se afogaram por causa da profundidade, transportando os viajantes de uma margem à outra. Certo dia, fez o mesmo com um menino. Mas conforme atravessava o rio, a criança ia ficando mais pesada e só com muito custo e sofrimento ele conseguiu depositar com segurança o menino na outra margem. Então perguntou: "Como pode ser isso? Parece que carreguei o mundo nas costas". O menino respondeu: "Não carregou o mundo, mas sim seu Criador". Assim Jesus se revelou a ele e o convidou a ser seu apóstolo. O gigante mudou seu nome para Cristóvão, que significa algo próximo de "carregador de Cristo", e passou a peregrinar levando a palavra de Cristo. Foi à Síria, onde sua figura espetacular e nada normal chamava a atenção e atraía quem o ouvisse. Ele, então, falava do cristianismo e convertia mais e mais pessoas. Por esse seu apostolado foi denunciado ao imperador Décio, que o mandou prender. Mas não foi nada fácil, não por causa de sua força física, mas pelo poder de sua pregação. Os primeiros quarenta soldados que tentaram prendê-lo converteram-se e por isso foram todos martirizados. Depois, quando já estava no cárcere, mandaram duas mulheres, Nicete e Aquilina, à sua cela para testar suas virtudes. Elas também abandonaram o pecado e batizaram-se, sendo igualmente mortas. Foi quando o tirano, muito irado, mandou que ele fosse submetido a suplícios e em seguida o matassem. Cristóvão foi, então, flagelado, golpeado com flechas, jogado no fogo e por fim decapitado. São Cristóvão é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores.