Paróquia São Miguel e Almas

História

Área Missionária São Brás
"Médico e pastor das almas"

    A Paróquia São Miguel e Almas atualmente é formada por 13 comunidades: Rosa Mística, Senhora da Piedade (Soledade), Senhor dos Passos e Senhora das Dores, Santa Edwiges, Santa Rita, Santo Antônio (Patrimônio dos Paivas), São Cristovão, São Judas Tadeu, São Pedro, São José (Capela do Hospital), São Sebastião (Barra) a comunidade mais antiga com 122 anos de fundação e as duas mias novas: Perpétuo Socorro (Variante) que celebrou a sua primeira Missa em 26 de junho de 2008 e Santo Expedito localizada na Vila Brandão inaugurada em 10 de abril de 2014.
    Estamos comemorando dois grandes momentos na vida da Igreja do Brasil e em nossa Paróquia. O primeiro momento o Ano Nacional Mariano que deseja celebrar, comemorar e reaprender com Nossa Senhora e o segundo momento a Paróquia São Miguel e Almas que esta comemorando seu Ano Jubilar, 150 anos evangelizando vidas, com o lema: “Eis que faço novas todas as coisas.” (Ap 21,5). E é neste clima de festa, muitas orações e iluminados pelo Espírito Santo de Deus, surgiu a ideia de criar a Área Missionária São Brás, que foi um homem de fé, valoroso médico que não só curava as pessoas de suas doenças, mas também dos males da alma. Tinha grande compaixão dos mais necessitados e usava de seu ofício para ajudar a todos sem discriminação.
    Quando se cria uma Área Missionária às pessoas que ali frequentam devem encontrar oásis de misericórdia, lugar de amor e de carinho, de ser recebido como uma festa Deve ser um lugar de misericórdia de Deus, sobretudo com um olhar de ternura.
    Devemos apostar na presença da Igreja em todos os cantos e recantos do território paroquial. As comunidades e as áreas missionárias bem orientadas e unidas na caminhada de Igreja podem ser um bom caminho de renovação da Paróquia, porque possibilitam responder à vocação cristã que se realiza sempre em comum.
    A primeira Missa foi celebrada na Rua Sebastião Davida da Fonseca - Bairro São Miguel (Granja), às 19h, dia 3 de fevereiro de 2017. A Santa Eucaristia foi presidida por Padre João Paulom Teixeira Dias (Administrador Paroquial da Paróquia São Miguel e Almas).
    Leituras proclamadas no dia : Primeira Leitura: (Hb 13,1-8) - Salmo: (Sl 26) - Evangelho:  (Mc 6,14-29)

    Marcus Valério Guerra Barbosa - Pastoral da Comunicação da Paróquia São Miguel e Almas

      História de São Brás:

      "São Brás, homem corajoso, de orção e pastor das almas, cuidadva dos fiéis em sua totalidade"

      O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico. Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência. Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local. São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado. Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança. Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

      São Brás, rogai por nós!