Santa Edwiges:
"o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados.”

    “Comunidade Santa Edwiges há 15 anos seguindo as pegadas de Jesus”, com este tema a Comunidade comemora seu ano jubilar tendo os propósitos da Santa que tanto defendeu os pobres, como princípios evangelizadores. São quinze anos de comunidade formal (desde outubro de 1998), mas antes disso, como as primeiras comunidades de fé, alguns moradores da região já se reuniam para rezar o terço nas casas. Mas com o passar dos anos sentiram a necessidade de lançar suas redes em águas mais profundas. Com o apoio do, então, Pároco Frei Pedro de Assis e do casal Sebastião Viana e Santa foram realizadas as primeiras reuniões para a criação da Comunidade. O primeiro passo foi a escolha do padroeiro, onde foi decidido que ficariam sob a proteção de Santa Edwiges. Santa Edwiges nasceu em 1174, na Alemanha. Ainda bem jovem casou-se com Henrique I, príncipe da Silésia (Polônia), com quem teve seis filhos. Falecido o marido, Santa Edwiges retirou-se para o mosteiro de Trebnitz, Polônia, onde sua filha Gertrudes era a abadessa e, neste mesmo lugar, deu largos passos rumo à sua santificação. Contam os historiadores que Santa Edwiges vivia com uma renda mínima, usando o restante para socorrer os pobres, enfermos, idosos, viúvas, crianças abandonadas, endividados e encarcerados, a quem ajudava pessoalmente. Em certa ocasião, quando estava visitando um presídio, Santa Edwiges descobriu que muitas pessoas ali se encontravam por não poderem pagar suas contas. Desde então, ela começou a saldar as dívidas dos encarcerados, devolvendo-lhes a liberdade. Por este motivo, no Brasil ela é invocada como padroeira dos pobres e endividados. Nas imagens de Santa Edwiges, ela aparece segurando uma igreja entre as mãos. Isto se deve ao fato de, junto com o marido, terem construído diversas igrejas e mosteiros. Como não contavam ainda com uma Capela teve início a celebração da Santa Missa nas residências e isto foi importantíssimo, pois a partir daí as bases espirituais foram se solidificando. Neste momento foi de vital importância para o crescimento da Comunidade a atuação do saudoso Miguel Fonseca e depois dos também saudosos Hélio, Reis Ernesto da Silveira e Miguel Perácio. Mas como o próprio nome já diz ”comunidade” pressupõe comunhão, comum unidade e assim foi crescendo o número de fieis, e para que esta comunhão acontecesse foi muito valiosa a participação do Sindicato dos Bancários, na pessoa de seu presidente Marcos João Couri, quando cedeu o espaço do Sindicato para a celebração das Missas e reuniões. Como Santa Edwiges fez também os fieis sentiram a necessidade de construírem a sua Igreja, e com a ajuda de todos os dizimistas foi adquirido um terreno onde hoje sem encontra a Capela de Santa Edwiges. Seguindo o exemplo da padroeira, de filha, esposa e mãe são realizados na comunidade Batizados, 1ª Comunhão, Crisma e Matrimônio, um trabalho das pastorais, que vão assim como Edwiges, edificando o próximo. Santa Edwiges, exemplo de fé e humildade, rogai por nós! Ana Maria.

    Marques Dias - Divisão de Arquivo Público e Patrimônio Cultural.

    História de vida de Santa Edwiges

    Topo da Página